Vitor Boêmio
Um fica outro vai.
Mal se abriu a tal “janela” e o Flamengo já teve duas grandes batalhas nesta guerra contra a debandada dos nossos jogadores para clubes europeus, árabes ou de outros lugares pitorescos ao redor do mundo que, estranhamente, parece ter sempre mais condições financeiras do que os clubes brasileiros. Sem exceções, já que, mesmo aqueles que mostram ter algum poder de compra, boas estruturas e condições de pagar em dia os bons salários dos jogadores, só conseguiram essa independência graças à venda dos seus jovens valores para o exterior. Esse tem sido o mal necessário de todos os clubes do Brasil e o Flamengo está muito longe de ser diferente.
A primeira batalha, por incrível que pareça, foi vencida por nós. Depois de sofrer o assédio de clubes da Alemanha e do São Paulo, Ibson renovou o empréstimo com o Flamengo e fica por mais um ano na Gávea, mesmo contra a vontade do clube que possui os direitos do jogador e que pretendia vendê-lo em definitivo ou emprestá-lo para algum clube europeu. Valeu a vontade do jogador, que deixou claro, desde o início, que queria ficar no Mengão.
A segunda batalha nós perdemos. Renato Augusto, que já teve antes o passe todo “recortado” para que o Flamengo pudesse garantir a permanência do Bruno, a contratação de Kléberson e o empréstimo do Jônatas, foi vendido em definitivo para o futebol alemão. Era uma venda inevitável, talvez a mais certa entre os torcedores, mas espera-se que a venda deste, que foi a última revelação criada no clube, seja o suficiente para segurar as outras importantes peças do time. Será uma perda sentida, mas que pode ser reparada por jogadores do próprio elenco, ainda que a diretoria prometa reforços.
O grande trunfo do Flamengo nesse Brasileirão é o seu conjunto, por isso mesmo a saída de um jogador em especifico não chega a ser um desastre, desde que os outros sejam mantidos. Renato Augusto tem um grande potencial, vai brilhar na Europa e será ainda mais valorizado. Para nós, fica a lição, temos que ter estrutura para valorizar os nossos craques nós mesmos. Boa sorte, Renato, e até a volta. A Nação torce por você.
Vitor Caldas
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Bom texto. Boa sorte RA